Sesc revive cultura circense e discute a diversidade no Brasil

(Foto: Ana Flávia Barbosa)

O circos são tradicionalmente nômades e vão de cidade em cidade levando arte, música, mágica e risada às pessoas. Mas, imagina como é, toda vez, montar do zero, a estrutura que o circo precisa para fazer seu espetáculo?! A dificuldade de levantar a lona, fazer os arranjos dos bancos e vender os ingressos é sempre algo a se preocupar, mas que os circenses conseguem fazer com maestria. E mesmo em locais mais afastados, o circo consegue chegar e proporcionar arte à populações que, muitas vezes, estão tendo contato com a poesia circense pela primeira vez.

Pensando nisso, o Sesc inaugurou na quinta-feira (22) na Serraria Souza e Pinto, a 21ª edição do Palco Giratório. A iniciativa visa promover toda forma de arte, cultura e diversidade das artes cênicas brasileiras através do circo. Não se trata apenas de plateia e artista. O projeto promove uma interação maior entre esses, possibilitando troca de experiências de uma forma educativa e democrática. E principalmente discute, tanto o Brasil de hoje, quanto o que queremos ter, através de manifestações artísticas. Além disso, o Sesc promove uma discussão do papel da arte em um cenário de mudanças, de avanço para um país mais igualitário.

O evento vai percorrer o Brasil e convida os espectadores a exercitar a cidadania e a pensar maneiras mais livres e justas de se viver em comunidade. E é sobre a ótica da transformação que o Palco Giratório foi inaugurado em Belo Horizonte, uma cidade extremamente diversa, mas que faz jus aos dados nacionais de intolerância contra a diversidade.

O evento homenageou o palhaço Biribinha, vivido pelo baiano Teófanes Silveira, que acaba de completar 60 anos de carreira. O palhaço representou a peça ” Eu sem você não sou ninguém ” que em uma mistura de comédia e drama relata as nuances e as contradições da ator Teófanes e de sua obra, o Biribinha . ” O  criador é finito, mas sua obra é eterna ” foram as palavras de Teófanes durante a peça. Em entrevista ao Sesc, ele revela que ” às vezes, me entristece ver que querem destruir a coisa mais bela que um ser humano tem, que é a manifestação artístico cultural, porque quando isso começa a faltar num povo, a violência cresce. Sua origem, sua identidade e sua vida se acabam,e não quero que nada disso se acabe em mim .”

Teofanes e Biribinha, na peça ” Eu sem você ” – Foto: Ana Flávia Barbosa

Paulo Lamac,vice prefeito de BH, esteve presente no evento e mostrou ser um amante do circo.” Para Belo Horizonte é importante se colocar cada vez mais no circuito nacional dos grandes eventos e o Palco Giratório é uma oportunidade super bacana para a população belo-horizontina interagir de forma instigante; e temos a oportunidade de prestigiar em primeiro lugar. Belo Horizonte fica feliz e a gente tenta se colocar no cenário nacional como uma cidade alegre,divertida, que estimula a atividade cultural e que cria oportunidades para os cidadãos e que atraia turistas.”

Ficou interessado? Acesse o site http://sescmg.com.br/palcogiratorio/#programacao e confira a programação do Palco Giratório em Belo Horizonte.