Salários de handebol no Brasil e na Europa tem realidades muito diferentes

Além do reconhecimento muito abaixo do que merece, o handebol brasileiro ainda sofre com salários desnivelados em comparação aos países europeus. Se no futebol jogadores sonham em sair do país, no handebol essa vontade se torna ainda maior. Pelo menos no que diz respeito ao dinheiro.

É comum ver no Brasil atletas profissionais conciliando a carreira com estudos fora da área. Normalmente, os times da Liga Nacional são de universidade que proporcionam bolsas de estudo aos atletas: algo semelhante à liga universitária estadunidense, porém já com atletas profissionais ou formados.

Eduarda Amorim, a principal jogadora do Brasil na modalidade, joga atualmente na Hungria e contou ao GloboEsporte.com que seus tempos no Brasil não foram fáceis: “Infelizmente aqui no Brasil não dá para só viver do handebol. E quando você não se dedica 100% pra aquilo, você acaba não desenvolvendo tudo que poderia adquirir”, enfatizou.

Eduarda Amorim em seu clube na Hungria, Győri Audi ETO. (Foto: ATTILA KISBENEDEK/AFP/Getty Images)

Já em entrevista ao portal Hoje Em Dia, a armadora da Seleção e melhor do mundo em 2014, conta como é sua rotina na Hungria: “Recebo agasalho, tênis, carro do patrocinador, apartamento. Só tenho gasto com meu telefone e com comida. Só preciso ir lá e jogar. É o sonho do profissionalismo que sonhamos para o Brasil. É uma outra realidade. Um jogo recebe até cinco mil pessoas. Numa final, a gente pode jogar para dez mil. Noruega e Dinamarca são muito fortes, assim como a Espanha”.

Mesmo na Europa, existe um abismo entre o handebol e o futebol. Abaixo estão os salários dos jogadores mais bem pagos do continente em 2015 (handebol). O mais bem pago recebe 11,1 milhões de euros no ano. Enquanto no futebol, Cristiano Ronaldo, do Real Madrid – jogador mais bem pago na Europa – recebe 38,9 milhões de euros por ano.

Top 10 jogadores mais bem pagos no handebol 2015

Curiosidade RA:

  • O Brasil já foi campeão do Mundial de Handebol com o time feminino em 2013.
  • A melhor posição do time masculino foi o 7º lugar na Olimpíada do Rio 2016.
  • O clube mais tradicional no Brasil, tanto no feminino quanto no masculino, é o Metodista – São Bernardo.

Luiza Fiorese

É aluna de jornalismo. Atua como Diretora de Jornalismo, repórter e roteirista.