Restaurantes da capital devem informar se o alimento possui glúten, lactose ou açúcar

Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma nova lei sancionada pelo prefeito Alexandre Kalil, prevê que restaurantes, bares e lanchonetes de Belo Horizonte devem informar ao consumidor se o alimento possui glúten, lactose ou açúcar. Os estabelecimentos, que têm até 3 meses para se adaptarem a lei, devem apresentar as informações no cardápio, em um painel ou ao lado do alimento. Caso haja descumprimento da lei, o estabelecimento será advertido com uma multa de R$ 500, que pode chegar a dobrar em caso de reincidência.

A legislação tem como principal justificativa o conforto de pessoas que possuem doenças como diabetes, intolerância à lactose ou doença celíaca, que podem ter graves problemas de saúde se consumirem tais alimentos. De acordo com a pesquisa Vigitel Brasil, do Ministério da Saúde, em 2016, Belo Horizonte ficou em segundo lugar como capital que possui maior número de diabetes no Brasil: 10,1% da população.

No país, entre 2010 e 2016 o número de pessoas diagnosticadas com diabetes subiu 61,8% e a obesidade 60%. Ainda de acordo com a Vigitel, em 2017, na capital mineira, 16,4% dos habitantes são obesos e 51,1% estão acima do peso. Em contrapartida, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu nos últimos dez anos e a prática de atividades físicas mais que dobrou. Em Março, durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em Brasília, o Brasil assumiu o compromisso de deter o crescimento da população obesa até 2019 e ampliar o número de pessoas que possuem, regularmente, uma dieta saudável.

Quanto à intolerância à lactose, de acordo com o Instituto Datafolha, 35% da população com idade acima de 16 anos relata algum tipo de intolerância ao leite e derivados. A doença celíaca, por sua vez, afeta mais de 2 milhões de brasileiros por ano, em especial a população acima de 20 anos. Ela se caracteriza por uma reação do sistema imunológico ao glúten, o que provoca alergia.