Procurando um passeio diferente? Conheça cinco destinos em Minas para fazer trilha

É amante de esportes e de natureza? Se liga então nesta lista com cinco sugestões de trilhas que ficam pertinhas de você, ideais para o verão que se aproxima. Todas ficam em Minas Gerais e têm uma vista de tirar o fôlego! Você pode sair sexta de tardinha depois do trabalho, caminhar no sábado e voltar para casa no domingo de manhã, com tempo de descansar para a próxima semana de trabalho. Confira:

Trilha para o Pico da Lapinha Foto: Bernardo Castro

1- Serra do Caraça

A Serra do Caraça fica em Catas Altas, a aproximadamente 2 horas de Belo Horizonte de carro. Lá você encontra uma diversidade de trilhas para  fazer em família ou com amigos, algumas mais leves e outras mais difíceis que necessitam de um guia. A maior trilha é a do Pico do Sol, que tem 2.072 metros de altitude. Além deste, existem outros 7 picos na Serra do Caraça, como o Pico da Carapuça, com 1.955 metros de altitude, e o menor deles, o Pico da Verruguinha, com 1650 metros de altitude. 

No Santuário do Caraça, você encontra 40 atrativos naturais diferentes, no qual é preciso pagar uma taxa para entrar de R$12,00 nos dias de semana e R$18,00 nos finais de semana e feriados. Uma vez dentro do Santuário, o visitante tem acesso a um centro histórico, a igreja, a pousada e a lanchonete. Além dessas atrações é possível ver o lobo guará, que costumeiramente aparece para ser alimentado, tradição que os padres do santuário mantém desde 1982.

 2- Pico da Lapinha e Pico do Breu

Vista do Pico da Lapinha. Foto: Mariana Cavalcanti

O Pico da Lapinha e do Breu ficam numa cidadezinha chamada Lapinha da Serra, a 136 quilômetros de Belo Horizonte, na região da Serra do Cipó. No caminho até o pico, de 9 quilômetros e altitude de 1.686 metros, o visitante encontra 3 quedas d’água, sendo uma apropriada para praticar rapel. Para chegar até lá, é preciso caminhar 300 metros até a Lagoa da Lapinha e então se dirigir à portaria que cobra R$15,00 por pessoa para a entrada, já que se trata de uma reserva particular.

O longo trajeto até o Pico da Lapinha e do Breu dura cerca de 5 horas. Os dois picos são vizinhos, por isso é possível visitar ambos no mesmo dia, caso tenha disposição. Outro atrativo famoso da Lapinha é a travessia até a Cachoeira do Tabuleiro. O passeio se estende por  28 quilômetros, que com o auxílio de um guia dura em média 2 dias. 

3- Trilhas em Gonçalves

Gonçalves fica a cerca de 5 horas de carro de Belo Horizonte, por isso, para quem mora na capital, é uma viagem que se deve fazer, preferencialmente, em feriados mais longos ou durante férias. A cidade fica na Serra da Mantiqueira e possui uma diversidade de trilhas e atrativos naturais.

Escalada final para a Pedra do Forno. Foto: Dilce Castro

A trilha mais conhecida é a da Pedra do Forno, que é feita em mata fechada e passa por nascentes de rios e da Mata de Araucárias. A trilha tem um total de 4 quilômetros, 2 pra ir e 2 para voltar. No topo da montanha, de 1930 metros de altitude, é possível ter uma vista de 360º de toda a região. Apesar do percurso ser curto, a trilha possui caminhos bastantes íngremes e, para se chegar ao topo, é preciso fazer uma pequena escalada. Mas não se preocupe, todo o caminho é seguro e os trechos mais difíceis possuem lugares para se apoiar. Além disso, um comentário comum feito por quem visita a Pedra do Forno é que, durante todo o percurso, simpáticos cachorros da região te acompanham. Para ter acesso a trilha, é preciso pagar R$5,00 por pessoa.

Já o ponto mais alto da região de Gonçalves é a Pedra Bonita, que possui 2.120 metros de altitude. A distância total percorrida é de 7,4 quilômetros e a caminhada dura cerca de 6 horas. É necessário a contratação de um guia para chegar até o topo. Gonçalves também possui diversas cachoeiras e outras trilhas mais leves, como a da Cachoeiro do Retiro, na qual se chega com cerca de 15 minutos de caminhada.

4-Pico do Boné

Pico do Boné. Foto: Bernardo Castro

A trilha do Pico do Boné tem 4 quilômetros de extensão, é bastante íngreme e considerada de nível médio a pesado. Durante a subida o visitante tem o gostinho de caminhar no meio da fechada Mata Atlântica e passar por cachoeiras e paredões de pedra. O pico tem altitude de 1.860 metros e fica no Parque Estadual Serra do Brigadeiro, na cidade de Araponga, cuja viagem partindo de Belo Horizonte dura aproximadamente 4 horas de carro. Toda a trilha é muito bem sinalizada e, ao final, é preciso enfrentar uma pequena escalada para se chegar ao topo.

 5-Janela do Céu

O Circuito da Janela do Céu fica no Parque Estadual de Ibitipoca, na cidade de Conceição de Ibitipoca, localizada a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte. A trilha tem ao todo 16 quilômetros de extensão e grande parte caminhada é feita sobre pedras e com exposição ao sol, sendo que os 4 primeiros quilômetros são apenas de subida. Durante a trilha o visitante pode se deparar com diversas grutas e, logo no ao final, com um rio que dá origem a uma queda d’água propícia para o mergulho. Mas cuidado: a água é bem gelada e o chão escorregadio.   

O ponto mais alto do circuito é o Pico da Lombada, que tem 1.784 metros de altitude. A partir dele é preciso caminhar mais 3 quilômetros para chegar na Janela do Céu. O lugar é conhecido pois, cercado por paredões de pedra, a queda d’água de 20 metros construiu uma “janela” que dá uma vista incrível de vales e outras cachoeiras. Se ainda tiver disposição depois de chegar à Janela do Céu, o visitante pode seguir até a Cachoeirinha, que fica a 410 metros de lá e é mais vazia e agradável de nadar. O tempo de caminhada total é cerca de 6 a 8 horas.

O Parque Estadual de Ibitipoca ainda possui dois outros circuitos: o Circuito das Águas e o Circuito do Pico do Pião. Ambos passam por cachoeiras, grutas e poços d’água. Para entrar no parque é cobrado uma taxa de R$20,00 por pessoa em dias de semana e R$25,00 em finais de semana e feriados. Além disso, é preciso pagar R$25,00 para estacionar o carro. Caso queira fazer camping no local, a diária é de R$60,00.

Como me preparar e o que levar para as trilhas?

Cada trilha é diferente e possui demandas diferentes. De qualquer modo, é sempre bom ir vestido com roupas leves e longas, que protejam seus braços e pernas de insetos e da vegetação, mesmo que esteja calor. Além disso, em trilhas mais íngremes é comum usar as mãos para se apoiar, por isso é uma boa ideia levar luvas para protegê-las. É recomendável também fazer as trilhas com tênis fechados e confortáveis para longas caminhadas, além de um chapéu para proteger o rosto do sol. Caso tenha poços d’água na trilha, é bom levar roupas de banho. Não se esqueça de passar o protetor solar.

Para trilhas mais longas e pesadas, o melhor é levar uma mochila o mais leve possível, pois carregar peso em subidas é bastante cansativo. Entretanto existem algumas coisas que não se pode deixar de ter:

  • Água é o mais importante de se levar em uma longa caminhada, é preciso se manter sempre muito bem hidratado.
  • Saia para a trilha bem alimentado, mas não deixe de levar algumas coisas para se manter firme durante a caminhada. É recomendável levar frutas como maçãs e bananas, amêndoas, barras de cereal e biscoitos. Leve também algo que contêm açúcar para evitar a hipoglicemia, especialmente se alguém do grupo tiver problemas de saúde como diabetes.
  • É sempre bom ter um kit básico de primeiros socorros como prevenção. Leve alguma solução antisséptica, gazes e curativos.

O mais importante de se ter durante uma trilha é uma boa dose determinação e disposição. Deixe o celular de lado por algumas horas e só o utilize para tirar boas fotos. Apesar do cansaço, todo o esforço vale a pena e tem um efeito renovador para sua próxima semana.