Presidente do grupo JBS revela ter pago propina de R$60 milhões a Aécio

O empresário da JBS, Joesley, acusa em delação premiada que o pagamento milionário teria sido destinado para a compra de apoio de partidos na candidatura de Aécio à Presidência.

Além da gravação em que o senador, Aécio Neves, pede 2 milhões a Joesley Batista, principal acionista da holding J&F que controla a JBS, o empresário acusa o pagamento de aproximadamente R$ 60 milhões de propina ao candidato a presidência em 2014.

O empresário revela que Aécio teria recebido o valor por meio da emissão de notas fiscais frias a diversas empresas. Revela também que o dinheiro foi direcionado a compra de partidos para apoiar a candidatura do senador para presidente naquele ano.

O dinheiro foi entregue em quatro parcelas de R$ 500 mil a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador. Nesta manhã, além de Frederico, foram presos Andréa Neves, irmã de Aécio, e Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).  Andréa foi acusada de ter pedido dinheiro ao empresário, Joesley Batista, em nome do irmão, e é considerada operadora do senador nas investigações da Lava Jato.

RA conta detalhes sobre as gravações

Joesley e seu irmão Wesley entregaram documentos e gravações à Procuradoria-Geral da República e ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, em negociação para acordo de delação premiada. Joesley contou a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.  Até agora dois pedidos de impeachment foram apresentados contra Temer na Câmara.

Maria Eduarda Faria

É estudante de Jornalismo. É repórter e coordenadora de mídias sociais do Roteiro Alternativo.