O que dizem os participantes da manifestação do dia 28

A Greve Geral reuniu mais de 100 mil pessoas na capital mineira, segundo dados divulgados pela CUT. Através de evento nas redes sociais, o movimento Frente Brasil Popular – Minas, convocou os manifestantes para a concentração na Praça da Estação e na Praça Afonso Arinos. Os protestos se unificaram na Praça Sete, onde houve bloqueio total do trânsito.

Apesar da chuva, os militantes tomaram as ruas para tentar frear as reformas propostas pelo atual Governo Temer. Bruno Guimarães, 17,  é estudante e reconhece a importância de parar o Brasil. “É a única maneira que os trabalhadores e a população têm de se unir para chamar a atenção dos políticos”.

Yuri Simon, de 49 anos, é diretor de teatro e acredita que a Greve não consegue conter a Reforma da Previdência, apesar de ser um modo de não se manter indiferente às medidas. “O único jeito de parar a Reforma ou de reverter os projetos que já foram votados, é anular o impeachment”. A representante do Comitê Pela Anulação do Impeachment – MG, Malu Aires, afirma que o processo de retirada da ex-presidente Dilma Rousseff, sem a comprovação de crimes de responsabilidade, foi golpe e “só cortando o golpe dos golpes para a gente conseguir brecar todas essas reformas”.

O professor Renzo Martins afirma que a mobilização é extremamente necessária para retroceder os projetos atuais. “Sem a paralisação a população brasileira e principalmente a área da educação vão perder o controle”. Segundo o professor, a educação não pode ser vista de uma perspectiva meritocrática em uma sociedade liberal.

A anulação do impeachment é a única forma de voltarmos à realidade democrática que deixamos de ter”, declarou Yuri Simon

Imagem: Alexa Simon

 

 

 

Alexa Simon

É estudante de Jornalismo. No Roteiro Alternativo é responsável pela produção de conteúdo e manutenção do site.