“O Pequeno Príncipe” ganha tradução para o tupi

O desafio de traduzir a obra O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, do francês para a cultura indígena é tema de dissertação de mestrado da USP. A proposta exigiu do autor, além do saber linguístico, profundo conhecimento do repertório cultural de ambos os povos dos textos envolvidos. A tradução foi feita para o nheengatu, língua derivada do tronco tupi, que até hoje é aprendida com o português nas escolas da região do vale do Rio Negro, na Amazônia.


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A tradução foi feita baseada em textos antigos de nheengatu, confrontados com a língua como é falada na atualidade pelas comunidades indígenas. Para que a tradução não ficasse presa ao texto original, o pesquisador Rodrigo Godinho Trevisan precisou explorar recursos linguísticos e estilísticos de ambas as línguas e optou, em muitos casos, por termos equivalentes, adaptações, neologismos e resgate de palavras em desuso.

Além do nheengatu, O Pequeno Príncipe já foi traduzido para mais de 220 línguas e dialetos e é o terceiro livro mais vendido no mundo.

Via agência USP

Thomaz Albano

Thomaz Albano é estudante de Jornalismo e membro fundador do Roteiro Alternativo. Aqui no RA atua como repórter, editor e integra a diretoria executiva.