Mineira resgata cenas históricas e “dá vida” à fotografias antigas

Você já se deparou com uma fotografia antiga em preto e branco e teve curiosidade de saber realmente como eram as cores do ambiente em que ela  foi tirada? Incentivada por essa vontade, a mineira Marina Amaral vem chamando atenção por suas publicações na internet ao inserir cores em cenas ou pessoas históricas que até então só haviam sido vistas em sua versão original, ou seja, em preto e branco.

Família Presley (Reprodução/Facebook Marina Amaral)

Em entrevista à Folha de São Paulo ela afirma que seu objetivo não é tentar substituir a foto original. “Quero oferecer uma oportunidade para as pessoas conhecerem aqueles elementos como eles realmente ocorreram.” Sem ter conhecimentos prévios em fotografia, a jovem assistia cursos online de dicas e técnicas que a auxiliavam na utilização do Photoshop. Através de tudo que aprendeu, ela realizou um trabalho que fez muito sucesso no mundo todo. “Embora o processo de colorização de fotos não seja uma novidade, a precisão obsessiva e as cores quase perfeitas impressionam”, define a revista americana Wired. Com grande atenção e  riqueza de detalhes, a jovem procura se esforçar para que a foto fique ao máximo parecida com o real acontecimento e procura o maior número possível de referências e elementos que compunham o ambiente em que a fotografia foi feita.

Depois de muito tempo de negociações a artista conseguiu autorização para colorir mais de 30 mil fotos do Memorial de Auschwitz, o antigo campo de concentração localizado na Polônia. Seu objetivo é escolher histórias trágicas de grandes personagens que passam lições de coragem e bravura e colorir suas fotos. As imagem coloridas por Marina  que tiveram mais repercussão foram as das prisioneiras de Auschwitz Janina Nowak e Czeslawa Kwoka.

Janina Novak, polonesa que fugiu do campo de concentração durante a Segunda Guerra (Reprodução/Facebook Marina Amaral)
Czeslawa Kwoka, 14 anos, morta com injeção no coração (Reprodução/Facebook Marina Amaral)

Em agosto, Marina vai lançar seu livro na Europa “The colour of Time”, que retrata os acontecimentos de 1850 à 1960.  No Brasil, o livro ainda não tem previsão de ser publicado pois ainda não surgiu interesse de nenhuma editora. Uma pena não?

Che Guevara (Reprodução/Facebook Marina Amaral)