Mesmo com baixo índice de aprovação, Temer se candidata à presidência

Faltando cerca de sete meses para as eleições presidenciais, o brasileiro tem, agora, a sua disposição, mais uma opção de voto. O atual presidente da República, Michel Temer (MDB), afirmou que seria covardia não ser candidato e confirmou sua tentativa à reeleição, em entrevista à revista IstoÉ. Mesmo com a baixa popularidade, o emedebista acredita que seu governo recuperou o país que estava quebrado e, por conta disso, deve dar sequência ao trabalho no cargo mais alto do Planalto.

Michel Temer assumiu a presidência de forma efetiva no dia 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Roussef (PT). De lá pra cá, foram colocadas em pauta diversas propostas que dividiram as opiniões da população, como a reforma da previdência, reforma trabalhista, PEC dos gastos públicos e a reforma do Ensino Médio, todas com o objetivo de retomar a força da economia brasileira.

Em pesquisa do Instituto Datafolha realizada no final de janeiro, o Governo Temer detém somente 6% de aprovação e 70% de desaprovação. Contudo, os números já foram ainda mais negativos. De acordo com o Ibope, em setembro de 2017, o presidente foi avaliado como ótimo ou bom por apenas 3% dos brasileiros, o menor valor histórico registrado desde a ditadura.

REELEIÇÃO

Capa do Jornal do Brasil após aprovação da reeleição na Câmara, em 1997.

A possibilidade de reeleição para a presidência da República, governadores e prefeitos passou a vigorar em 1997, após a aprovação de uma emenda constitucional no Senado. Desde então, todos os presidentes usufruíram da oportunidade e expandiram seus respectivos mandatos por mais quatro anos.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB), presidente na época em que a emenda foi aprovada, foi o primeiro a se reeleger, em outubro de 1998, com 53,06% dos votos. De acordo com o Instituto Datafolha, ao final do primeiro mandato (1995 – 1999), o Governo FHC havia sido avaliado como ótimo ou bom por 35% dos brasileiros.

Já Luis Inácio Lula da Silva (PT), que governou o país de 2003 a 2011, obteve 60,8% dos votos em sua reeleição, que ocorreu em 2006. Em sua primeira passagem pelo cargo, o petista teve sua administração avaliada como ótima ou boa por 52% da população.

Sucessora de Lula, Dilma Rousseff foi a primeira mulher a presidir o Brasil, após vencer o pleito em 2010. Sua reeleição aconteceu em 2014, quando aproximadamente 54,5 milhões de eleitores decidiram estender seu mandato por mais quatro anos, em uma eleição considerada a mais disputada da história do país após a redemocratização. Entretanto, a ex-presidente sofreu um impeachment em 2016, antes de completar dois anos do governo reeleito.

Próximo ao término de sua gestão inicial, Dilma detinha aprovação de 35% do eleitorado brasileiro.

Portanto, desde que a reeleição foi autorizada no Brasil, todos os presidentes conseguiram permanecer no cargo com índices de avaliação positivos ao final de seus respectivos mandatos incipientes. Michel Temer, no entanto, precisará reverter a situação adversa na qual se encontra, para continuar governando o país após as eleições do dia oito de outubro.