Menos da metade dos mineiros acima de 25 anos concluíram o Ensino Médio

(Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada último 18 de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Minas Gerais, menos da metade da população acima de 25 anos (41,7%) concluiu o Ensino Médio. Além disso, a taxa da analfebetismo no estado ficou em 6% no último ano, o que significa que cerca de um milhão de mineiros não sabe ler nem escrever.

A pesquisa também revela que quase 20% dos jovens que possuem de 15 a 29 anos estão ociosos, ou seja, não estudam nem trabalham. Enquanto isso, cerca de um quarto dos adolescentes entre 15 e 17 estão atrasados na sua educação. Em âmbito nacional, são mais de 1 milhão de pessoas nessa faixa etária que estão fora da escola, ao passo que 2 milhões não estão cursando a série correspondente à sua idade.

Em Minas Gerais, embora mais meninas se encontrem na série adequada do que meninos (80,4% delas contra 70,1% deles), a taxa de analfabetismo é maior entre as mulheres: 6,3% da população feminina não sabe ler nem escrever, à medida que essa porcentagem é de 5,7% para os homens. Além do mais, entre jovens de 15 a 29 anos existem cerca de 10% mais mulheres do que homens ociosos.

A razão para não estar estudando também se diferencia. Embora ambos os sexos apontam como motivo principal a procura de emprego, os números se distanciam: cerca de 30% das mulheres afirmam não estar estudando por conta do trabalho, ao passo que esse motivo é o mesmo para quase 50% dos homens. Cuidados domésticos foram o segundo maior motivo para as mulheres, estando 24,2% delas nessa situação contra 0,7% dos homens.

As diferenças na educação se destacam também quando se tratando da cor de pele. Enquanto para pessoas pretas e pardas a taxa de analfabetismo é de 7,2%, para bracos é de apenas 4,3%. Além disso, mais de 60% dos jovens negros entre 15 a 17 estão com a educação atrasada, ou seja, fora da série apropriada.