Manada invade BH trazendo conscientização e arte

Se você costuma passar pela Praça da Liberdade, Praça da Savassi ou o shopping Pátio Savassi, já deve ter notado várias esculturas de elefantes coloridos. A manada  já esteve em vários países como Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Alemanha, Holanda, Itália, Tailândia, China, Bélgica, Noruega e Luxemburgo. No Brasil, as esculturas já foram expostas em Florianópolis, São Paulo e está agora em Belo Horizonte. Já no segundo semestre deste ano, o destino será o Rio de Janeiro. Os elefantes fazem parte da Elephant Parade, um projeto que visa promover a sensibilização sobre a importância da preservação da espécie através de exposições artísticas.

(Divulgação/Elephant Parade Brasil)

Segundo Giovane Pasa, sócio-diretor da Elephant Parede Brasil, “a ideia da Elephant Parade teve início em 2006, com os holandeses Marc Spits e Mike Spits, pai e filho. Durante suas férias na Tailândia, Marc conheceu um bebê elefante chamado Mosha que, na ocasião, havia perdido uma perna após pisar em uma mina terrestre. Mosha inspirou os dois a criarem a Elephant Parade.” Um ano depois ocorreu a primeira exibição em Rotterdam, na Holanda. Giovane, relata que ” o Hospital Asiático do Elefante (Asian Elephant Hospital), a base de Mosha em Lampang, foi a primeira organização a receber contribuições geradas pela Elephant Parade. A mesma continua a receber fundos para cuidar de Mosha. “

Ao todo, a mostra conta com 42 esculturas no tamanho real de um bebê elefante. São 25 no Pátio Savassi, 5 na Praça da Liberdade, 2 na Praça da Savassi e 5 em frente a rede de farmácias Araújo da Avenida do Contorno. No Pátio, além de ver os elefantes que já rodaram o mundo, é possível observar alguns sendo pintados ao vivo por artistas que têm um histórico de obras expostas nas de ruas de BH como, Raquel Bolinho, Rogério Fernandes, Davi DMS e Helder Cavalcante.  A mostra começou no dia 15 de março e vai até o dia 15 de abril. Ao final de cada exposição, os elefantes são leiloados e parte da arrecadação é destinada a filantropia local,aos artistas participantes e 20% do lucro é revertido a Elephant Family, ONG responsável pela distribuição dos recursos para esses mamíferos de inteligência singular.

(Divulgação/Elephant Parade Brasil)

Rogério Fernandes, piauiense que cresceu e vive em Belo Horizonte, foi um dos artistas que fizeram um elefante “nascer” ao vivo no atelie do shopping. “A minha experiência com a arte no Elefante Parade, foi muito bacana. Primeiramente porque a ideia do Pátio de montar um atelie é muito inovadora e ousada, por que colocar os artistas no meio das pessoas, com o cheiro de tinta, pode ser um pouco incômodo,mas é muito legal o contato do público com a gente. As pessoas veem os elefantes expostos e o processo de criação de cada artista. Eu não só pintei o elefante,o usei como uma tela, uma superfície, uma intervenção urbana. Pintei uma série que  gosto muito,’ Meninas no balanço’, que é inspirado em Alice no País das Maravilhas.”

Além de promover a arte, a exposição visa conscientizar as pessoas a cerca de uma realidade assustadora para os elefantes: 33.000 elefantes africanos são mortos por ano, ou seja, 15 por minuto. Existem hoje apenas 50.000 elefantes asiáticos no mundo, que tiveram seu território reduzido em 95% nos últimos 100 anos. Esses dados que motivaram Marc e Mike Spits a criar a exposição, a fim de que a luta pela vida dos “jardineiros do mundo”, como os elefantes são conhecidos pelo equilíbrio da fauna e flora que eles mantêm em sua volta, seja possível.

Ainda sem data prevista, a Elephant Parede irá inaugurar sua loja virtual com miniaturas já pintadas em branco com kit de pintura e outros produtos com renda destinada à causa. Para saber mais sobre a Elephant Parede e conhecer de perto a obra dos artistas, visite as esculturas que estão à mostra em Belo Horizonte e acompanhe a página no Facebook e o perfil no Instagram.

(Divulgação/Elephant Parade Brasil)