Maioria dos brasileiros não estão felizes em seus empregos

De acordo com a matéria da jornalista Juliana Gontijo, para o Jornal O Tempo, mais da metade dos brasileiros está insatisfeita com a carreira profissional. Os motivos  devem-se à crise do mercado de trabalho e a desilusão com a profissão exercida. Com a insatisfação, as pessoas buscam por meio das salas de aula ou através do empreendedorismo a realização profissional alinhada a uma melhor qualidade de vida.

Um dos especialistas entrevistados para a matéria, Christyano Malta, advogado que atua como coach, citou outro motivo para esse índice ser tão alto, “As pessoas não sabem o que querem”. Malta ressalta que as escolhas profissionais não são feitas segundo a vocação do cidadão, e sim, as pessoas escolhem uma profissão que traga mais estabilidade. Como exemplo, ele cita sua profissão: “Cerca de 70% daquelas que fazem direito, por exemplo, escolhe o curso para passar num concurso e ter estabilidade, segurança. Assim, acabam trabalhando pensando no fim de semana”.

A matéria alerta para as doenças que as frustrações podem causar. A síndrome do esgotamento profissional é um exemplo, responsável, por dores no corpo, alterações do humor, sentimento de uma vida vazia, entre outros sintomas. Quem falou sobre o tema foi a especialista em gestão estratégica de pessoas, Cláudia Santos. “As empresas precisam se conscientizar de que pessoas felizes produzem mais e melhor”.

Malta afirma ter passado pela síndrome. “Eu era o primeiro a chegar no escritório e o ultimo a sair, mas minha produtividade caiu. Coisas que eu demorava de três a quatro horas para fazer, passaram a ser feitas com três a quatro dias. Alem disso, eu estava impaciente e intolerante”.

 

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.

Guilherme Lorran

É estudante de Relações Públicas. No Roteiro Alternativo, atua como repórter.