Líder de torcida organizada do Cruzeiro assume cargo na prefeitura de BH

Há quase 30 anos, Fubá assiste aos jogos de costas para o gramado (Foto: SuperEsportesMG)

O ex-presidente do Atlético-MG e atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), nomeou Alexandre Eustáquio Vieira, conhecido como Fubá, como assessor da Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social. Fubá é símbolo histórico da Máfia Azul, maior torcida organizada do Cruzeiro, e a nomeação gerou muita polêmica em virtude da rivalidade entre os clubes mineiros.

Sua função na prefeitura de BH será auxiliar na produção de eventos e cerimoniais, cargo, até então, inexistente.

O cruzeirense é conhecido por ser “puxador” da torcida, ou seja, uma espécie de animador da arquibancada nos jogos da equipe mineira. Há quase 30 anos à frente da organizada, ele é, possivelmente, o único torcedor a assistir aos jogos de costas para o campo. Em cima de seu clássico caixote de madeira e vestindo a tradicional camisa amarela, Fubá é reconhecido por todos os torcedores que vão ao Mineirão.

TRAJETÓRIA

Frequente nos estádios desde cedo, o torcedor decidiu, por volta de seus 25 anos, dedicar-se exclusivamente ao Cruzeiro Esporte Clube. Em entrevista ao canal de televisão SporTV, ele afirma ter visto por volta de 20 gols no Mineirão. E, o gol que mais se arrepende de não ter visto foi o de Alex Alves, de letra, pelo Campeonato Brasileiro de 1998. Animando os mais de 90 mil cruzeirenses, Fubá, possivelmente, foi o único a não assistir ao golaço, por estar de costas para o gramado e de frente para sua torcida.

Comumente, Fubá vai aos jogos com uma camisa amarela, vista por todos os cantos do estádio. Ela foi dada pelo ex-goleiro camaronês, William Andem, que defendeu a equipe mineira de 1994 a 1996.

Em 2013, o torcedor viveu o momento mais difícil de sua caminhada. Em uma briga envolvendo integrantes de duas torcidas organizadas do Cruzeiro, na final do Campeonato Mineiro, contra o Atlético-MG, ele foi agredido e quebrou três costelas. Decidiu, então, abandonar o seu caixote de madeira e dedicar-se a venda de artigos esportivos em um shopping popular da capital.

Um ano após o incidente, Fubá voltou a comandar a torcida celeste, dessa vez à frente de outra organizada, a China Azul. No início deste ano, resgatou suas raízes e retornou à Máfia Azul.