Entenda as doações de sangue e medula óssea

(Foto: Divulgação/Hemominas)

A doação de sangue é muito importante e as pessoas sabem disso, no entanto, as doações em Minas Gerais são baixas. Segundo o Hemominas, cerca de 2% da população mineira é doadora de sangue. Se os números de doadores de sangue não estão altos, o cadastramento de doadores de medula óssea é positivo, em 2017 o estado alcançou a meta estipulada.

Para realizar a doação de sangue o candidato deve passar por uma triagem realizada por um profissional da saúde. É importante ressaltar que as perguntas respondidas e os exames realizados são mantidos em sigilo rigoroso e todo o processo é feito para garantir a segurança daqueles que doam e daqueles que recebem o material.

A doação sanguínea pode ocorrer de duas maneiras: a total e a por aférese. A primeira consiste na utilização de todo o material do sangue e a segunda é a doação de apenas plaquetas e hemácias. No caso das plaquetas, apenas homens podem contribuir, para evitar a ocorrência de uma reação transfusional grave – a TRALI (Lesão Aguda Pulmonar Relacionada à Transfusão). Umas das explicações para a ocorrência da TRALI é a presença de anticorpos no plasma do doador. Devido a possibilidade de gestações, as  mulheres são as mais associadas aos eventos da TRALI.

Doação de Medula
(Foto: REDOME/Hemominas)

A doação de medula óssea ocorre apenas em casos de compatibilidade, no entanto, a chance de um doador não aparentado ser compatível é de 1 em 100 mil,  por isso é necessário que haja cadastro. Em 2017, Minas Gerais alcançou a meta de 30.800 cadastros, sendo que 37 pessoas conseguiram achar receptores e efetuar a doação.

Antes do processo de doação de medula, o candidato assina um termo de consentimento livre e esclarecido e preenche uma ficha de informações pessoais. Posteriormente, serão retirados 10 ml de sangue para que seja realizado o exame de histocompatibilidade para saber as características genéticas que serão cruzadas com a de pacientes que necessitam do transplante. Esses dados são incluídos no REDOME e quando houver algum paciente com possível compatibilidade, o doador será chamado para a Tipificação Confirmatória, a confirmação de aptidão à doação.

#PartiuDoarSangue

O aplicativo #PartiuDoarSangue é um aliado para quem deseja fazer doação e foi criado pelo professor Orlando Silva Junior. A plataforma permite que o indivíduo faça um cadastro e fique sabendo de pessoas, próximas à região na qual ele se encontra, que precisem de doações. Quem precisa de material também pode utilizá-lo. Através do cadastro, a pessoa notifica os doadores da necessidade e esses podem, inclusive, responder a solicitação para que o paciente saiba quantas doações ele receberá. O criador explicou em entrevista à PUC TV Minas, que a resposta ao receptor é de forma sigilosa mas garante que o ato da notificação ajuda a mobilizar as pessoas. Disponível em todo o país, o software possui mais de 3.700 pessoas cadastradas.   

Quem pode doar sangue?

– Homens e Mulheres com mais de 18 anos;

– Jovens de 16 e 17 anos também podem doar sangue com os documentos exigidos e com devida autorização do responsável legal;

– Candidatos com condições plenas de saúde;

– Candidatos com boas condições nutricionais;

– Homens acima de 50 Kg: doam 450ml

– Mulheres entre 50 e 55,9 Kg: doam 410ml

– Mulheres com 56 kg ou mais: doam 450ml

Quem pode doar medula óssea

Para se cadastrar como doador de medula óssea, é necessário:

Ter entre 18 e 55 anos de idade;

– Estar em bom estado geral de saúde;

– Não ter doença infecciosa ou incapacitante;

– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico;

– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.