Entenda o porquê da queda do número de fumantes em BH e no Brasil

Foto: (Portal UOL)

Há alguns anos atrás, mais especificamente nas décadas de 70 e 80, era muito comum se ver tanto em revistas de moda quanto em comerciais, modelos elegantíssimas  segurando um cigarro entre os dedos ou soltando a fumaça de maneira impecável posando para uma foto. O hábito de  fumar era considerado sinônimo de glamour, elegância e beleza. Hoje em dia, não é bem assim, de forma que os dependentes do uso da nicotina estão se tornando parte reduzida da população.

Dados do Ministério da Saúde confirmam que no ano de 1980 os fumantes eram 25% da população brasileira e em 2016 esse número caiu drasticamente para aproximadamente 10,2%. Além disso, nesse mesmo ano, também constatou- se que a frequência de fumantes é maior no sexo masculino,  13,2% do que no feminino que totaliza 7,5%.  Em Belo Horizonte, em uma pesquisa divulgada pela VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) afirma que o número de fumantes era de 25%, depois se reduziu para 16% e finalmente para 12%.

Os fatores que motivam essa queda no número de fumantes são principalmente devido à políticas de preço mínimo que estabelece um valor fixo no preço dos cigarros. Além disso, a proibição do uso do mesmo em ambientes públicos, privados ou de uso coletivo também auxiliam nessa redução, afirma a AMMG (Associação Médica de Minas Gerais).

“Fiz várias tentativas para parar de fumar, só que em todas elas não dava certo. Até arrumei aquele cigarro eletrônico pra ver se funcionava, mas não deu. Eu até parava alguns dias, mas acabava indo na padaria e comprava mais cigarro,” afirma Amy Sholl, que iniciou o hábito de fumar quando tinha 18 anos.  Ela conta que sua mãe era a que mais a pressionava a parar de fumar, além de seus filhos que também não gostavam dessa situação. “A questão foi que, eu comecei a ficar muito envergonhada, principalmente em relação à minha religião. Parei de fumar com 51 anos”, finaliza.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) oferece atividades de conscientização, prevenção e tratamento de tabagismo, que é feito em parceria com os governos federais e municipais e é oferecido gratuitamente nas unidades básicas de saúde. O tratamento consiste em suporte psicológico e o oferecimento de medicamentos. Atualmente, 78,8% dos municípios mineiros estão inseridos no PNCT (Programa Nacional de Controle do Tabagismo) com ações planejadas para o tratamento de 41.562 tabagistas. Além disso, são ofertados gratuitamente medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e outros.

(Foto: Portal Saúde)