Entenda a greve dos professores em Minas Gerais

Desde o dia 8 de março vem ocorrendo reuniões com o Governo do Estado de Minas Gerais relacionadas aos direitos dos profissionais da área da educação. O assunto  principal das discussões era o início de uma greve de cunho nacional contra a Reforma da Previdência (PEC 287). As greves, que continuam se desenrolando a cada semana e que envolve tanto professores da rede pública, quanto da rede privada, são uma prova viva da união por um bem maior e a luta pelos direitos que deveriam ser garantidos à esses profissionais.

(Foto: Sind – REDE/BH)
(Foto: Sinpro Minas)

O Sind – UTE/MG (O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) cobrou um posicionamento mais efetivo do governo em relação às reivindicações feitas pelos professores e também afirmou que “o governo está criando passivos cada vez maiores ao não pagar o que é de direito da categoria, já que diversos direitos estão sendo ignorados.” Além disso, o sindicato convoca os profissionais da educação a participarem ativamente das greves e manifestações, à fim de  fazer o governo Pimentel cumprir os acordos assinados. O Sind – REDE/BH (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte) se posicionou em busca da carreira única, ou seja, salários iguais para profissionais da educação infantil e do ensino fundamental  e os reajustes salariais.

Nesta semana, os professores das escolas particulares resolveram aderir a greve também. O Sinpro Minas (Sindicato dos Professores de Minas Gerais) diz que o Sindicato Patronal insiste em retirar direitos conquistados há décadas e se mostram irredutíveis a negociar. Em nota ao site oficial Sinpro Minas, a presidente do sindicato alega que “as paralisações e greves se validam quando o trabalhador se sente lesado, e que irão lutar pela garantia de  direitos já conquistados. Não irão começar a lutar depois que esses direitos forem retirados”.

“Não se trata apenas de uma questão financeira, trata-se do bem estar emocional e físico desses profissionais que lidam diariamente com a difícil tarefa de proporcionar habilidades necessárias à formação escolar,mas que também precisam auxiliar no processo de formação dos jovens cidadãos, mesmo nesse cenário crítico no qual nos encontramos,” conta Juliana Soares, professora de Redação da rede privada. Ela também afirma que muitos tentam tirar a legitimidade  desse ato, que já nos mostra um reflexo da reforma trabalhista, que retira dentre outros direitos, o adicional por extra classe, o direito à bolsa de estudos aos filhos, intervalo entre aulas e adicional por tempo de serviço.

A luta dos educadores, também tem grande apoio dos alunos, que prezam pela qualidade da educação e de bons profissionais nas redes de ensino. Os alunos do Colégio Santa Maria unidade Coração Eucarístico realizaram uma mobilização no pátio da escola à favor da luta dos professores. “Fizemos esse protesto à favor dos professores, à favor de tudo que eles forem fazer, queremos mostrar que estamos do lado deles”, conta a estudante Lorena Velloso.

Alunos, pais e comunidade devem estar juntos nessa luta, que reflete em todos.

Mobilização alunos do Colégio Santa Maria Coração Eucarístico (Foto: Lorena Velloso)