Em oito anos, maiores vendas de atletas da base do Atlético não chegam a valor pago por Vinicius Jr

Foto: Bruno Cantini/Atlético

Apesar de ter um dos melhores centros de treinamento do país, e da América Latina, o Atlético revela poucos jogadores, o que faz com que a equipe não lucre muito nas vendas de atletas da base.  De 2010 até hoje, o Atlético vendeu apenas 4 jogadores por mais de 10 milhões de reais, foram eles Bernard, em 2013(77 milhões), Jemerson, em 2016(28 milhões), Gilberto Silva, em 2002(14 milhões) e mais recentemente, Bremer, em 2018(23 milhões).

Comparando com outros grandes clubes brasileiros, é muito pouco. Em 2016, o Palmeiras arrecadou 121 milhões de reais,  apenas com a venda de Gabriel Jesus. Em 2012, o São Paulo vendeu Lucas Moura para o Paris Saint Germain por aproximadamente 108 milhões de reais. Em 2013, o Santos vendeu Neymar para o Barcelona por 250 milhões de reais, e mais recentemente, vendeu o atacante Rodrygo para o Real Madrid por 172 milhões de reais.Esse ano, o Flamengo vendeu, também para o Real Madrid, o atacante Vinícius Júnior por 165 milhões de reais.

A equipe atleticana também não entra no top 10 de vendas de jogadores brasileiros para o exterior, o que problematiza mais ainda a questão da base alvinegra. Do elenco atual, nenhum jogador oriundo das categorias de base é titular absoluto, o que impossibilita a venda por preços altos. O último jogador formado no clube a ser titular absoluto foi Bernard, em 2013, e que, tempos depois, se tornou a venda mais cara do clube. O resultado para o clube não chega nem perto do alto valor investido pela diretoria.

Por Danton Campos Martins

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