Livros podem ser adquiridos a baixo custo ou até gratuitamente em Belo Horizonte

Tradicionais, os sebos literários são ótimas opções para enfrentar a crise econômica sem deixar bens culturais de lado

Livraria antiga. Foto ilustrativa – Marcos Santos / USP Imagens

Não é novidade que o Brasil está mergulhado na maior crise financeira já registrada no país (IBGE). Uma pesquisa, realizada pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito, mostra que 39% dos indivíduos diminuem, de imediato, os gastos com lazer e cultura em momentos como este. Mas Belo Horizonte é uma cidade que dispõe de recursos culturais com preços acessíveis e que podem ser alternativas em momentos de crise. Este é o caso dos sebos literários.

Na capital não é difícil encontrar lojas físicas. São pelo menos 20 estabelecimentos com acervo composto por mais de 10.000 exemplares, cada loja. Somente no Edifício Maleta, que é um tradicional ponto de encontro entre amigos, boêmios e afins, estão cinco sebos que, inclusive, mantêm-se entre os mais tradicionais.

Um dos sebos no edifício Maleta, por exemplo, é a Livraria (sebo) Amadeu. De aparência simples, com fachada discreta, é avaliada, pela leitora Adriana Franca, como cinco estrelas. O leitor Marcos Gomes também gosta muito da livraria e disse que o “atendimento é extremamente bom.”. Possui “um acervo razoável e preços módicos.”. Ele ainda comenta que indica a livraria “para quem gostaria de adquirir um livro ou que esteja procurando com um custo menor”.

Foto ilustrativa – Mácio Ferreira. Ag. Pará

Para Lourenço Carrato, proprietário de três sebos em Belo Horizonte, o movimento nas lojas caiu em 2014, quando estourou a crise. Todavia, a procura por exemplares tem voltado à normalidade. A diferença do momento atual, segundo ele, é que o público jovem é o que mais tem frequentado as suas lojas, além dos clientes assíduos. O maior atrativo, segundo Loureço, são os preços.

Em análise comparativa entre o valor pago por uma obra em uma livraria contrapondo ao preço da mesma obra em um sebo, constatamos que no sebo a obra sai em torno de 30% mais barata. Esse percentual pode variar de acordo com o tipo e qualidade do produto. Isso só é possível uma vez que os sebos comercializam livros que já foram utilizados. Como o custo de aquisição é menor, se comparado ao preço tabelado pelas editoras, o preço final também sai mais em conta.

A maioria dos sebos literários com sede na capital mineira estão concentrados na região central da cidade e, também, na região centro sul. Nem a Secretaria Municipal de Cultura, tão pouco a Secretaria Municipal de Educação possuem programas de incentivo para estimular a oferta de livros com baixo custo nas demais regiões da cidade.

Mas universidades possuem programas de incentivo a leitura e de acesso a livros com baixo custo, é o caso, por exemplo, do projeto Tenda da Leitura da PUC Minas, que distribui livros gratuitamente pela cidade.   Para ter acesso, basta ficar atento ao site da universidade, pois lá são divulgadas as informações de cada edição do projeto.

Foto ilustrativa. Mácio Ferreira – Ag. Pará

Thomaz Albano

Thomaz Albano é estudante de Jornalismo e membro fundador do Roteiro Alternativo. Aqui no RA atua como repórter, editor e integra a diretoria executiva.