Elenco de “13 Reasons Why” faz sucesso em parada LGBT nos EUA

A série que trata de “13 porques”, deixados gravados em fitas por Hannah Baker (Katherine Langford), que a levaram ao seu suicídio, teve grande repercussão em todo o mundo. Muitas foram as análises feitas, há quem diga que a série alerta, mas também a quem diga que a série gera incentivo às pessoas a cometerem o suicídio.

E o elenco de “13 Reasons Why” não cansa de deixar as pessoas encantadas por tratarem de causas sociais. Alguns integrantes marcaram presença na parada Orgulho LGBT em São Francisco, na Califórnia. Katherine (Hannah), Cristian Navarro (Tony) Alisha Boe (Jessica), Miles Heizer (Alex), Devin Druid (Tyler), Justin Prentice (Bryce) e Michele Ang (Courtney), saíram na alegoria da Netflix com um cartaz escrito: “muitas razões para ter orgulho”.

Elenco 13 reasons (Foto: Hugo Gloss)

Curiosidade RA

Hoje (28) é celebrado mundialmente o Dia Internacional do Orgulho LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex),  que marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local de frequência de gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas ali com frequência. O levante contra a perseguição da polícia às pessoas LGBTI durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° parada do orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano.

(GIF: Correio 24 horas)

Infelizmente, a discriminação e a violência contra pessoas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero ainda é muito presente.  Dados divulgados no início deste ano pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostram que o ano de 2016 foi o mais violento desde 1970 contra pessoas LGBTIs. Foram registradas 343 mortes, entre janeiro de dezembro do ano passado. Ou seja, a cada 25 horas um LGBTI foi assassinado por causa do ódio a homossexuais e pessoas trans, o que faz do Brasil o campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais.

O trabalho incansável de ativistas desta organização, combinado com a crescente cobrança do movimento LGBTI brasileiro, e em resposta à crescente pressão popular para que estes crimes fossem adequadamente apurados e investigados, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) instalou uma central para recebimento de denúncias de violações de direitos humanos da população LGBTI. Entre janeiro e dezembro de 2012, o serviço registrou 9.982 denúncias, conforme relatório publicado ontem (27). A SDH informou que estes dados comporão uma série histórica de informações sobre homofobia e transfobia no Brasil, e serão usados para delinear melhores políticas e ações de enfrentamento à homofobia no país.

A Anistia Internacional no Brasil se solidariza com a comunidade LGBTI e com todas as pessoas que lutam pela construção de uma realidade em que a discriminação, o preconceito e a violência baseados na orientação sexual e identidade de gênero não tenham mais espaço.

 

 

Maria Eduarda Faria

É estudante de Jornalismo. É repórter e coordenadora de mídias sociais do Roteiro Alternativo.