Conheça os jovens da geração Z

Nascido entre 1996 e 2010, os centennials ou geração Z cresceram em meio da tecnologia, dos smartphones e redes sociais. E por isso é comum ver adolescente interagindo cada vez mais tempo em seus celulares e menos com contato pessoal. Em um artigo recentemente publicado na Universidade Estadual de San Diego, uma psicóloga americana, Jean M. Twenge, observou que os jovens da geração Z estão menos sujeitos a acidentes típicos da idade, como de carro. Mas, apesar de serem considerados a geração mais segura do ponto de vista físico, os centennials são também os mais vulneráveis do ponto de vista psicológico.

Uma empresa de consultoria, Consumoteca, fez uma pesquisa com mais de 3 mil jovens brasileiros entre 17 e 21 anos, das classes A, B, C e D, a fim traçar o perfil dos centennials.

Expressão nas redes:

De acordo com a pesquisa, os jovens da geração Z sentem a necessidade de sempre opinar nas redes sociais e estar por dentro de tudo que está acontecendo. Para eles, esse é o modo de chamar atenção e deixar sua marca no mundo. Isso cria um conflito entre a necessidade de se ter uma opinião sobre tudo, mas não poder confiar em qualquer fonte. Os centennials estão desacreditados nos veículos tradicionais de informação e buscam por fontes alternativas.

Por causa disso, os jovens fazem o chamado “garimpo da informação”, isso é, optam por criar sua própria gama de conhecimento. Cada jovem absorve daquilo que lê, ouve ou assiste, apenas o que concorda, e assim vão criando opiniões maiores sobre cada assunto. Essa prática traz para eles a sensação de estar mais próximo de uma opinião própria, e, assim, mais da metade desses jovens se identificam com alguma causa.

O estudo alerta, entretanto, para a diferença entre ser simpatizante e engajado em uma luta social. Dos 58% dos jovens que responderam se identificar com uma causa, a grande maioria diz não praticar ações efetivas por ela, mas apenas simpatizar. Mesmo assim, os centennials consideram fazer a diferença:

  • 52% dos entrevistados acreditam que seu modo de vida está impactando o mundo para melhor
  • 60% deles afirmam já ter se envolvido com alguma ação social do seu bairro

Política

Mesmo que por dentro da situação política do país, os centennials possuem dificuldades de se sentirem representados. E a maioria não de identifica com nenhum partido ou lado político:

  • 47% deles dizem ter opinião política mas sem posição definida
  • 28% admitem não ter opinião formada
  • 61% do jovens contam acompanhar algum político nas redes sociais
  • 75% afirmam que acompanham o trabalho do político que votou na última eleição (dos que puderam votar)

Relacionamentos e sexualidade

A pesquisa mostra que os jovens da geração Z não gostam de se enquadrar em uma definição, pois não querem estagnar sua identidade. Dos jovens que responderam a pesquisa:

  • 38% acham que as preferências sexuais podem se transformar ao longo da vida;
  • 65% afirmam usar uma roupa independente do gênero a que foi destinada, mas porque se sente bem com ela;
  • 36% acredita que enviar fotos íntimas é uma prática comum;

Problemas psicológicos

Ainda de acordo com a pesquisa, viver ao meio de redes sociais faz com que nenhum erro seja permitido pelos centennials. Com uma capacidade crítica afiada, os jovens acreditam que qualquer coisa postada por eles na internet pode ser um caminho sem volta e impedir que eles mudem de ideia no futuro. Isso porque suas atividades são registradas a todo tempo e já não existe mais uma separação clara entre o público e o privado.

Essa pressão que existe no meio das redes sociais e o medo de falhar traz a tona os distúrbios psicológicos:

  • 35% dos jovens entrevistados contam já ter sofrido de depressão
  • 57% afirmam conhecer alguém de sua idade que sofre de depressão
  • 55% deles se consideram muito ansiosos
  • 42% dos entrevistados definiram a geração Z como individualista
  • 37% deles definiram os centennials como ansiosos

O sucesso

Quando se tratando de parâmetros de sucesso o, a pesquisa diz que os jovens da geração Z mesclam os ideias das últimas duas gerações, ou seja, acreditam que é possível ter satisfação financeira e priorizar a realização pessoal. Quando perguntados sobre o que é ser bem sucedido, mais de 40% deles afirmaram que é casar ou ter um relacionamento estável, e 80% deles alegaram querer ter filhos no futuro.

A pesquisa também mostrou algumas diferenças entre as diferentes classes socais do Brasi. Em todas as classes o maior sonho de consumo apontado foi ter a própria casa, mas enquanto 26% da classe A diz ter o sonho de fazer intercâmbio, por volta de 22% das classes C e D dizem ter o sonho de fazer faculdade.  

Você pode conferir a pesquisa completa no site da Consumoteca.