BH é palco do crescimento de bandas e artistas autorais; parte da população desconhece o cenário

A cena musical da capital mineira vem ganhando cada vez mais força durante os anos. Festivais como o “Música Mundo” e o “Breve Festival Música Para Durar”, ocorrem com a intenção de dar visibilidade a artistas e bandas autorais. Mesmo com o talento dos artistas e a cena autoral de BH em constante efervescência, boa parte dos belo-horizontinos não tem conhecimento da música produzida dentro da própria cidade.

(Foto: Facebook- Festival Música Mundo)
(Foto: Facebook- Breve Festival Música para Durar)

“Eu particularmente não lembro de conhecer muitas bandas ou artistas solos autorais de BH. por isso acho importante investir neles, pois muitas vezes desconhecermos o talento dessas pessoas, além disso, o investimento em uma carreira musical é difícil e algumas vezes o retorno não é o esperado”, conta a estudante Jéssica Mayara. Ela afirma também a importância dessas bandas para a valorização da cultura belo-horizontina e o reconhecimento da população, consequentemente visando o enriquecimento da cultura local.

Como o cenário para artistas autorais na capital mineira tem se mostrado cada vez mais positivo, muitas bandas e artistas autorais têm classificado BH como uma opção valiosa para o possível impulso da carreira.  E a banda de rock Jack Bóris – formada pelos amigos Tomás (compositor e vocalista), Matheus (compositor e guitarrista) e Roraima (baterista)-, é a prova viva disso.

Com mais de 8 anos de vivência no meio musical, a banda que “nasceu” em Diamantina, teve seu sucesso garantido com o primeiro disco lançado e o impulso inicial na carreira. Após isso, não tinham como expandir mais por lá, por ser uma cidade pequena.  “Escolhemos BH por vários motivos, um dos principais foi o posicionamento geográfico, o que torna o deslocamento para outras cidades mais fácil. Além disso, vimos em BH uma chance de realmente profissionalizarmos a banda. Foi uma série de decisões e processos que fizeram com que a banda se tornasse mais do que um passatempo ”, conta o guitarrista Matheus.

Da esquerda para a direita: Matheus, Roraima e Tomás (Foto: Facebook- Jack Bóris)

De acordo com o vocalista Tomás, a banda está instalada em BH desde 2015. Ele conta que no início tiveram um pouco de dificuldade, pois a cena para bandas autorais ainda não tinha muita visibilidade. “Acho que Minas Gerais demorou um pouco a aderir essa questão das bandas autorais. Tem muitas, mas o pessoal gosta mais de ver covers. O pop rock, que é o estilo que tocamos, não é uma coisa que está com frequência na mídia mais. A gente acha que agora é a hora de fomentar essas novas bandas, que assim como o Jack Bóris, está no cenário de BH tentando levar um som legal, pra alimentar  um interesse diferente na galera”, afirma o vocalista Tomás.

O grupo, recebeu o convite para se apresentar no “Festival Filhos da PUC”, a calourada que acontecerá no dia 21 de abril no Hangar 677 onde vão tocar além deles: Mc Don Juan, Água de Jhow, Chama Chuva, Bass’N Flass e muito mais. O baterista Roraima conta que foi uma surpresa muito grande o convite para a calourada, e diz ser o tipo de evento que eles mais gostam de tocar. “Somos uma banda universitária, gostamos muito de tocar pra esse público, a galera é animada demais. E também é uma maneira ótima de demonstrarmos a essência da banda, de divulgarmos o som do Jack.”

 Mesmo acreditando que para seguir no mundo da música autoral, cada um precisa ir em busca de seu próprio caminho, os garotos têm como principais fatores para o sucesso: o pensamento positivo, a vontade de estar sempre atrás de conhecimento, e trilhar a carreira a partir do que realmente gostam. “O importante é cada um fazer a sua história. O Jack Bóris tem uma história única. Você também pode ter a sua, siga em frente e acredite”, finaliza o vocalista.

(Foto: Facebook- Jack Bóris)