Até quando ser gay será levado como insulto no futebol?

Notícias sobre casos de homofobia no futebol já se tornaram rotineiras, o que é um problema.

Hoje, domingo (02), os arredores do Horto amanheceram com cartazes e faixas de cunho homofóbico afixados por parte da torcida alvinegra. O estádio Independência será palco do clássico mineiro, Atlético x Cruzeiro, às 16h, partida válida pelo 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

As ruas Córrego da Mata e Alexandre Tourinho, locais de passagem das torcidas visitantes que vão ao estádio do Horto, amanheceram com faixas e cartazes com a frase: “Sejam Bem vindas” e as cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBT.

(Foto: Twitter)
(Foto: Twitter)

 

 

 

 

 

 

 

 

Além das faixas e cartazes, os vândalos picharam o asfalto da rua Alexandre Tourinho, com dizeres pejorativos e o infeliz dizer: ”maria”. O termo abre a discussão sobre o discurso do feminino como inferior, o que é extremamente grave.

Torcida do Atlético se refere ao Cruzeiro como ”marias”. (Foto: Twitter)

Na semana passada, Richarlyson comentou aqui, que o único clube que não havia sofrido nenhum tipo de preconceito, foi no Atlético. 

No futebol, homofobia não tem carta-branca, assim como em lugar algum.

”É só brincadeira”, até quando a orientação sexual de alguém será levada na brincadeira? Ser gay não é insulto. Basta.

 

  • A cada 28h, um homessexual morre de forma violenta no país (Site: O Globo)

 

Mariana Spinelli

É estudante de Jornalismo e membro da diretoria executiva do Roteiro Alternativo. Atua como repórter, produtora e editora.