Anitta é sucesso internacional e surpreende com nova música

Desde o lançamento de sua música “Show das Poderosas” em 2013, Anitta lançou hits que tornaram sucesso em todo o Brasil, como “Menina Má”, “Bang”, “Deixa ele sofrer”. Agora a cantora virou sucesso internacional com sua nova música: “Paradinha”.  E se tem uma coisa que Anitta não está, é parada! Cantado em espanhol e com o clipe gravado em uma estação de metrô e em um supermercado de Nova York, o vídeo da música foi lançado no dia 31 de maio, e em 24 horas teve 5 milhões de vizualizações, tornando-se a maior faixa estreia do YouTube brasileiro no ano. Até agora o vídeo já possui mais de 45 milhões de visualizações. 

Assista o clipe de “Paradinha”:

 

A carreira da cantora começou a ganhar destaque fora do Brasil quando em 2014 ela recebeu sua primeira indicação ao Grammy Latino, prêmio mais importante da indústria musical latino-americana, na categoria Melhor Canção Brasileira. O vencedor, no entanto, foi Caetano Veloso com a música “A Bossa Nova É Foda”. Mesmo derrotada, a carioca ainda fez uma apresentação da música “Zen” ao vivo na cerimônia e foi bastante elogiada pelos críticos, sendo a mais jovem cantora brasileira a se apresentar na premiação.  No mesmo ano, a cantora também foi indicada ao prêmio de Melhor Artista Brasileiro, no MTV Europe Music Awards, versão europeia da tradicional premiação organizada pela emissora americana todos os anos. Por meio de uma votação popular, ela desbancou nomes como Marcelo D2, Pitty, Projota e MC Guimê, tornando-se a grande vencedora.

Mas, o pontapé na internacionalização da carreira foi dado em 2016, quando a cantora fez sua primeira parceria internacional na versão remixada de “Ginza”, do colombiano J. Balvin, um dos maiores nomes do reggaeton na América Latina. A faixa alcançou o topo das paradas musicais em países como Espanha, Itália, México e Estados Unidos. Confiando na força do reggaeton, gênero musical com influências do hip-hop, reggae, salsa e da música eletrônica, para despontar no continente latino americano, Anitta convidou o colombiano Maluma para uma nova parceria. Lançada em julho de 2016, a música “Sim ou Não” entrou para a lista dos grandes hits da cantora. O clipe de “Sim ou Não”, gravado no México e dirigido por Jessy Terrero,  fez com que a carioca virasse notícia nos principais veículos de países como Colômbia, Venezuela e o México. A música, inclusive, entrou para a lista das 50 mais reproduzidas no Spotify destes países, além da Argentina e Portugal.

“Paradinha” é apenas o mais recente movimento que a carioca de 24 anos, principal estrela pop nacional de sua geração, tem feito para se lançar no mercado internacional. Segundo ela, através de e estudos e de suas viagens, que vem fazendo há dois anos e meio, ela reforçou seu inglês e começou a aprender espanhol. A carioca esteve ainda no programa “The tonight show com Jimmy Fallon”, sucesso de audiência na TV americana, exibido no Brasil pelo GNT. Lá, Anitta acompanhou a rapper Iggy Azalea e, juntas, promoveram o single “Switch”, lançado pela australiana com participação, em inglês, da brasileira. O vídeo da dobradinha é o mais visto no canal do talk-show no YouTube nos últimos dois meses, superando participações recentes de astros como Tom Cruise, Justin Timberlake e Katy Perry.

RA e causas sociais

Em entrevista ao R7, Anitta conta um pouco sobre o feminismo em relação a sua carreira:

“Eu falo de caráter, não necessariamente de mulher e de homem. Às vezes, as pessoas entendem que você é uma pessoa que gera buzz, repercussão e se aproveitam disso para criar uma situação ou levantar uma questão. O que não gosto é de hipocrisia. Às vezes, as pessoas falam algumas coisas, levantam uma bandeira, mas nos bastidores não agem de acordo com o que falam. Ajo de acordo com o que falo. Sou feminista a partir do momento que sei que o feminismo é aquilo que luta pelos direitos iguais: mulheres, homens, etc. Mas o feminismo, para quem entende, sabe que ele tem muitas vertentes. Às vezes isso se confunde, mas acho que o radicalismo não é legal. Se você não quer ser tratada de algum jeito, você não tem que fazer com o próximo, independente se é homem, mulher, travesti, qualquer coisa. Só acho que muita gente prega o feminismo, mas não age de acordo. Eu, por exemplo, sofro muito mais preconceito de mulheres do que de homens. Pela forma que danço, pelo meu tipo de música. Às vezes só querem levantar uma bandeira, mas são tão preconceituosas ou mais. As pessoas que julgam a outra, na verdade, não estão felizes com elas mesmas. Não acho que exista uma maneira certa ou errada de ser mulher. Existe uma forma certa de ser um ser humano, que é você respeitar o outro, você ser uma pessoa honesta, ter caráter…”

Maria Eduarda Faria

É estudante de Jornalismo. É repórter e coordenadora de mídias sociais do Roteiro Alternativo.