A produção do filme “Mulher Maravilha” e o empoderamento feminino

As mulheres estão, a cada dia, mais ativas no mercado de produção cinematográfica
Patty Jenkins, a diretora de “Mulher Maravilha” || Créditos: Getty Images

As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço em todos os ramos de atuação depois de muita luta e empenho. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para diminuir a desigualdade entre os gêneros e conferir às mulheres o seu real valor. As diferenças ainda são visíveis em todos os lugares, inclusive na indústria cinematográfica.

Segundo o relatório sobre a Diversidade em Hollywood (2017), as mulheres são, na maioria das vezes, sub-representadas na indústria americana do entretenimento.  A pesquisa, elaborada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), analisou 200 filmes de 2015 que foram sucessos de bilheteria, assim como 1.206 programas de televisão que foram ao ar entre 2014 e 2015. O estudo  teve como panorama a população americana, mas esse cenário se estende por todo o mundo. A mulher dificilmente tem seu papel em destaque e poucas estão à frente das produções cinematográficas.

Mulher Maravilha – o filme

Mulher-Maravilha chegou aos cinemas para dar mais um passo nessa luta. Primeiro filme de super-herói dirigido por uma mulher, prende, emociona, faz rir e gera adrenalina ao seu público. Enfatiza a forma leve e meio ingênua com a qual Gal Gadot descobre quais roupas as mulheres da época usam, e é ingênua até mesmo na hora de lidar com homens machistas nas ruas e em quartéis generais. Ela nem notava que o machismo existia. Por isso, provavelmente não entenderia o que se passa atualmente e porque demoramos tanto para ter o primeiro filme de super-heróis dirigido por uma mulher.

No Brasil  “Mulher Maravilha” chegou no dia primeiro de junho. O filme se apoia no talento de duas mulheres: a diretora Patty Jenkins e, claro, a atriz israelense Gal Gadot, a Gisele da saga “Velozes & Furiosos”. Patty harmoniza bem as batalhas com efeitos e piadas, dando sutileza a um filme de guerra. Para isso une a cultura pop e a mitologia grega sem parecer complexo. Este é apenas o segundo longa de Patty Jenkins, após “Monster: Desejo assassino” dar o Oscar de atriz para Charlize Theron, em 2004.

(Assista ao trailer do filme)

 
Curiosidade R.A
A cineasta Ana Muylaert, diretora e roteirista do filme  “Que horas ela volta?” uma das tramas mais importantes do cinema brasileiro, fala em entrevista ao Centro de Crítica da Mídia da PUC Minas,  entre outros assuntos, sobre o lugar crítico das ficções, veja:

 

 

Maria Eduarda Faria

É estudante de Jornalismo. É repórter e coordenadora de mídias sociais do Roteiro Alternativo.