“100 Anos de Athos Bulcão” chega para o público mineiro

Chegou a Belo Horizonte a exposição “100 Anos de Athos Bulcão”. A mostra é para contar e mostrar um pouco da história e das obras de um dos mais diversos artistas brasileiros. Famoso por suas obras em Brasília, como por exemplo o painel no Congresso Nacional, Athos também possui trabalhos na capital mineira. Esses encontram-se no Edifício Oscar Niemeyer, no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e na Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação.

Disponível para visitação até o dia 24 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a exposição convida o visitante a imergir nas obras de maneira profunda e seguindo a cronologia  dessas. Dividida em núcleos, o público pode conhecer muito mais que a azulejaria, as pinturas figurativas, os croquis, figurinos, trabalhos gráficos e lenços da época que morava em Paris. O acervo exposto conta com mais de 300 obras feitas pelo artista no período de 1940 e 2005, entre elas, algumas inéditas. Um dos aspectos interessantes é que os curadores fizeram uma seleção de obras de artistas que foram influenciados por Athos Bulcão, devido ao fato de ele ter sido um grande mestre.

A exposição ainda é interativa, o visitante pode baixar um aplicativo e, através desse, poderá interagir e apropriar-se dos projetos de modo a colocar os azulejos em qualquer lugar.

( Divulgação/Arquivo do site Fundathos – Fundação Athos Bulcão)

Quem foi Athos Bulcão

Nascido no Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro, Athos Bulcão perdeu a mãe ainda muito jovem e viveu com o pai, o irmão 11 anos mais velho e as irmãs adolescentes, que o influenciaram nas artes ao levá-lo em teatros, Salão de Artes, aos espetáculos das companhias estrangeiras, à ópera e à Comédia Francesa. Aos 21 anos foi apresentado a Cândido Portinari, com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis, na Pampulha.

Athos deixou sua marca maior em Brasília e é consagrado pelo público geral, ou seja, o público que tem contato com suas obras na rua e espalhadas pelo cidade, não o que vai à galerias e museus. O artista lutava contra o Mal de Parkinson desde 1991 no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Faleceu em 2008, após uma parada cardiorespiratória aos 90 anos.